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Conheça as diferentes taxas de juros de financiamento

05/12/2017 - Outros

Conquistar a casa própria e se livrar do aluguel é o sonho de muitos brasileiros. Mas, infelizmente, são poucos os que podem desembolsar a quantidade necessária para pagar seu novo imóvel à vista. É aí que entra a importância do financiamento imobiliário para viabilizar sua compra.

Ainda assim, para que você consiga quitar sua dívida sem dores de cabeça, essa opção exige cautela e planejamento. É preciso considerar algumas taxas extras, que podem afetar diretamente o valor das suas parcelas, como os juros.

Então, neste post você vai entender melhor o que são as taxas de juros de financiamento de um imóvel e como elas podem variar no mercado brasileiro. Acompanhe:

O que são as taxas de juros de financiamento?

Ao realizar qualquer financiamento bancário, o cliente receberá um valor referente ao capital para executar a compra que deseja, sobre o qual incidirão os juros desse procedimento. Isso quer dizer que, a cada mês, o comprador deverá fazer o pagamento de prestações até quitar o saldo da dívida que fez.

O pagamento de cada uma dessas parcelas é composto por duas partes: os juros e a amortização. Esta última nada mais é do que uma parte do valor emprestado que está sendo devolvida ao banco.

Os juros, por outro lado, são uma espécie de valor de “aluguel”, que é cobrado sobre o saldo devedor. Em suma, é possível afirmar que são taxas usadas como uma forma de remunerar o banco por ter feito a compra do seu imóvel possível.

Como funciona a elaboração das taxas de juros de financiamento?

Cada instituição bancária é que definirá qual será a sua própria taxa de juros, bem como o limite para o valor do imóvel a ser financiado e o prazo para a efetivação de todo o seu pagamento.

Em geral, essa taxa pode variar de 5 a 12,5% ao ano, sendo as porcentagens mais baixas as praticadas por programas habitacionais populares, como o “Minha Casa Minha Vida”, nos quais o financiamento é subsidiado pelo governo.

Segundo um recente levantamento de dados realizado pela Proteste, a Caixa Econômica Federal é a instituição que apresenta condições mais vantajosas para a comprador que deseja financiar seu imóvel, possibilitando a economia de até R$ 235 mil (dependendo do valor a ser negociado) em uma transação, já que sua média de juros fica em torno de 9,33% ao ano.

No entanto, essas condições podem variar com o tempo. Por isso, pesquisar nunca é demais na hora de procurar as taxas de juros de financiamento mais atrativas para a compra do seu imóvel.

A maneira como as prestações do imóvel são calculadas, bem como a incidência de juros sobre cada uma delas, é estipulada pelo sistema de amortização escolhido pelo comprador. A maioria dos bancos disponibiliza três opções: SAC, SACRE e Tabela Price.

Vejamos, agora, cada um deles:

SAC

O SAC (Sistema de Amortizações Constantes) é uma das alternativas mais vantajosas e populares entre os brasileiros, já que permite que as primeiras parcelas do pagamento sejam maiores, de forma que o devedor gaste menos ao longo do tempo.

Assim, embora a taxa de juros continue fixa, o seu valor de pagamento diminui progressivamente.

Na prática, um percentual fixo (a ser acordado entre o banco e o cliente) é abatido do valor da dívida desde o início do financiamento. O cliente precisa economizar para arcar com parcelas altas no começo, mas passa a ter mais liberdade para planejar seu futuro financeiro a longo prazo.

Tabela Price

No sistema da Tabela Price (também conhecido apenas como “Sistema Price”), o valor das prestações do imóvel são fixos, e as amortizações, crescentes.

Sendo assim, o cliente começa a quitar parcelas mensais, geralmente, mais baixas que a do SAC, mas vai desembolsando mais dinheiro ao longo dos meses para a quitação de prestações futuras, que tendem a ficar mais altas.

SACRE

Bastante explorado pela Caixa Econômica Federal, O SACRE (Sistema de Amortização Crescente) procura providenciar taxas de juros e parcelas decrescentes. Na verdade, essa opção se assemelha ao SAC, com a ação diferencial de corrigir o saldo devedor antes de debitar a prestação do mês.

Como funciona o uso do FGTS no financiamento imobiliário?

Os compradores que estão em vigência com a CLT podem fazer uso dos recursos do FGTS para abater as prestações da casa ou apartamento novo.

Se o trabalhador acabar surpreendido com uma demissão, também estará autorizado a sacar a indenização proporcional ao seu tempo de serviço e utilizá-la para garantir o pagamento das parcelas do financiamento, bem como as demais despesas da futura moradia.

E os mutuários do programa “Minha Casa Minha Vida” podem contar com uma segurança extra: o Fundo Garantidor de Habitação Popular. Esse recurso assegura o pagamento do saldo devedor em caso de desemprego, morte ou invalidez permanente de quem o paga.

Como identificar e calcular as taxas extras?

Além das taxas de juros de financiamento, o comprador ainda deverá arcar com alguns custos adicionais. Os principais deles são:

  • taxas referentes a serviços administrativas;
  • imposto de transmissão de bens imóveis (ITBI);
  • seguros;
  • avaliação do imóvel.

Na hora de comparar preços, como a estipulação da maior parte dessas despesas tende a variar com o tempo e a empresa escolhida, o ideal é levar em conta não só as taxas de juros para a negociação do seu financiamento, mas também todos os valores extras inclusos nessa transação.

O Conselho Monetário Nacional obriga as instituições bancárias a informar o Custo Efetivo Total de todas as suas transações, detalhando as taxas inclusas no financiamento. Com esse valor em mente, é possível fazer uma pesquisa mais apurada para encontrar as opções mais vantajosas.

Inclusive, uma dica para fazer o cálculo do financiamento com a inclusão dos juros e todas as taxas extras sem precisar de caneta e papel é utilizar um simulador online. Essa calculadora facilita a pesquisa completa de preços e ainda fornece uma melhor noção das oportunidades disponíveis no mercado imobiliário.

Enfim, agora que você conhece bem as taxas de juros de financiamento, é hora de tirar os planos do papel e encontrar a melhor oportunidade de pagamento da sua casa própria! Para isso, nunca deixe que o custo das prestações ultrapasse 30% da sua renda mensal, pois isso poderá comprometer o seu orçamento.

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