NOTÍCIAS DO BLOG

Vai financiar um imóvel diretamente com construtora? Fique atento a algumas questões

28/11/2017 - Outros

De fato, a crise econômica, o crescimento do desemprego e a incerteza quanto ao futuro tiveram um reflexo considerável no mercado de imóveis no Brasil. Com a redução da oferta de financiamento imobiliário, limitou-se o poder de compra da maior parte dos interessados em adquirir sua casa própria.

Diante disso, no caso específico dos imóveis novos, financiar com a construtora diretamente é uma interessante alternativa às restrições impostas pelos bancos à concessão de crédito.

Trata-se de uma opção que traz uma série de vantagens, mas que também exige alguns cuidados por parte do comprador. Por isso, confira neste post por que esse pode ser um bom negócio e quais são os cuidados necessários antes concretizá-lo!

Vantagens de financiar direto com a construtora

O que leva as construtoras a se aventurarem também no financiamento dos imóveis que constroem é justamente a necessidade de manter o mercado aquecido, comercializando um número maior de unidades no menor tempo possível.

Assim, essa empreitada só lhes é favorável facilite a vida dos compradores, oferendo vantagens como:

Agilidade na liberação do crédito

O financiamento de imóveis não é a atividade principal das construtoras e incorporadoras. Seu negócio é, obviamente, construir os empreendimentos. Porém, a própria oscilação na oferta de crédito obrigou o mercado a se capitalizar para financiar seus clientes e garantir alguma perenidade ao seu negócio.

Logo, uma das preocupações de uma construtora que financia a compra dos próprios imóveis é facilitar a disponibilidade de crédito aos seus compradores, que têm encontrado cada vez mais obstáculos para obter esses recursos no sistema bancário.

Os bancos, por sua vez, têm apertado o cerco e dificultado a concessão dos financiamentos como forma de se proteger da inadimplência e da redução da capacidade de pagamento dos financiados.

Assim, a diferença no processo se inicia nas exigências feitas ao comprador para a liberação do crédito. Nos bancos, o pedido de financiamento enfrenta uma lista de exigências relacionadas a itens como renda, perfil do comprador e tempo de relacionamento com a instituição, entre outros, para que a operação possa avançar.

Já nas construtoras, esses pré-requisitos são bem reduzidos, ampliando as oportunidades de concretizar a concessão do financiamento. E o mesmo ocorre com a aprovação do crédito.

No sistema bancário, a burocracia se faz presente, o que torna o processo lento. Já nas construtoras, a agilidade facilita o acesso do comprador aos recursos.

Facilidade de negociação

Outro diferencial do financiamento direto com a construtora é a maior possibilidade de negociação das condições do empréstimo. Com um atendimento personalizado e menos burocracia do que nos bancos, é possível obter vantagens, como o prolongamento de prazos ou o ajuste de algumas tarifas.

É claro que, justamente pelo fato de o financiamento ser o principal negócio, as construtoras têm um limite, uma margem de segurança nessa negociação. Mas seu interesse sempre é o de viabilizar a comercialização dos imóveis, o que as torna mais abertas à conversa.

Pagamento facilitado e sem juros até a entrega das chaves

Um exemplo dessa flexibilidade é a possibilidade de dividir o valor da entrada. Além disso, quem compra um imóvel na planta diretamente com a construtora não paga juros da operação antes da conclusão da obra.

Até a entrega das chaves, as parcelas sofrem apenas um reajuste referente ao Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que, em setembro, foi de apenas 0,14%. E o INCC acumulado de 2017 totaliza 3,39%. Somente após a entrega do imóvel o contrato passa a prever a incidência de juros sobre o saldo devedor.

No caso de haver algum problema durante a vigência do contrato de financiamento, também é possível renegociar as condições com mais facilidade com a construtora. Nessas situações, os bancos têm muito pouca margem para facilitar os pagamentos, o que pode se transformar em uma grande dor de cabeça para o financiado.

Possibilidade de migração para banco

Um ponto que se deve considerar, em caso de dúvida quanto à melhor opção, é o fato de que uma operação de financiamento feito diretamente com a construtora pode ser migrada para uma instituição bancária, caso necessário. Nessa situação, o banco paga toda a dívida feita com a construtora, e passa a ser o novo credor do financiado.

Já o contrário seria mais complicado, devido ao impacto gerado pela quitação do financiamento com o banco. A construtora teria que quitar o saldo devedor e assumir o financiamento, o que é improvável.

Em que é preciso ficar atento

Embora seja uma boa alternativa financiar com a construtora a compra da sua casa ou apartamento, é preciso ficar atento a alguns aspectos desse modelo de negócio que podem ter um impacto diferente do que ocorre quando se tem como financiador um banco. Vejamos:

Não há fundo de garantia na entrada

Um dos pontos críticos para qualquer financiamento imobiliário é a entrada, geralmente fixada em, pelo menos, 30% do valor do imóvel.

Nesse aspecto, em que pese a possibilidade de parcelar esse montante quando se financia por meio de uma construtora, a operação por meio dos bancos tem um diferencial: a possibilidade de usar o saldo do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para esse pagamento.

Para quem conta com um saldo considerável do FGTS, essa vantagem é bem significativa. Afinal, quanto maior for a entrada, menor será o saldo a financiar, o que representa uma dívida menor e o pagamento de menos juros.

Já no financiamento via construtoras, o uso do FGTS é possível somente ao longo do contrato, para o abatimento do saldo devedor. Ainda assim, na entrada essa não é uma opção.

Os prazos são reduzidos

Outra diferença importante é o prazo de financiamento. Enquanto os bancos possibilitam contrato de até 360 meses, na maioria das construtoras as operações são limitadas a 60 meses. Em alguns casos específicos, a negociação pode até estendê-los até os 96 meses.

De fato, o prazo mais extenso para pagamento permite um financiamento com parcelas mais suaves. Por outro lado, é preciso lembrar que quanto maior for o contrato, mais juros serão pagos. Logo, em um financiamento mais longo, você vai desembolsar um valor maior pelo imóvel.

Enfim, esses são alguns aspectos que você precisa considerar se deseja financiar com a construtora a compra do seu imóvel. Como vimos, essa pode ser uma boa alternativa para driblar as dificuldades que a conjuntura econômica tem imposto à concessão de crédito no Brasil.

Então, gostou do post? Agora, se você deseja saber um pouco mais sobre como podemos lhe ajudar neste processo, entre em contato conosco!


COMPARTILHE

DEIXE SEU COMENTÁRIO

VEJA TAMBÉM

Tendências na decoração da cozinha

28 março, 2014 - Outros

Antes um ambiente fechado, agora é praticamente impossível encontrar, nos novos imóveis, cozinhas que não tenham um balcão de onde pode ser ver.

LEIA MAIS

O efeito das cores nos ambientes

25 outubro, 2013 - Outros

As cores se comportam de três formas básicas: ativa, passiva e neutra, e você pode facilmente combinar cores em cada quarto de acordo com seus desejos e gostos pessoais.

LEIA MAIS

Mulheres buscam na construção civil melhores trabalhos

07 outubro, 2013 - Outros

O ingresso cada vez maior de mulheres no mercado da construção civil está sendo impulsionado pela falta de mão de obra masculina e pela demanda crescente da indústria.

LEIA MAIS