Segundo Amir Maluf, muitos empreendimentos foram iniciados em locais sem estrutura básica de saneamento, o que exigiu investimentos privados para viabilizar a urbanização, como a Região dos Vales, maior bairro planejado de Mato Grosso. “Quando iniciamos o projeto, não tinha água tratada, não tinha rede encanada. Iria ser poço. Então, o projeto vai demandando. A iniciativa privada vai trazendo progresso para as regiões, enquanto o setor público, que tem muitas demandas, acaba demorando para priorizar certas áreas”, explicou.
Para o diretor, a atuação das construtoras precisa estar alinhada com a gestão municipal para que o desenvolvimento urbano ocorra de forma equilibrada. “A infraestrutura privada tem que conversar com a infraestrutura pública. Nós acabamos melhorando as condições locais junto com o governo e a prefeitura, pensando no impacto dos empreendimentos sobre o trânsito, a mobilidade e a vida das pessoas”, completou Amir.
Gilson Porto reforçou que o crescimento da cidade precisa ser conduzido a “quatro mãos”, com diálogo constante entre o poder público e o setor privado. “As diretrizes de desenvolvimento urbano são discutidas com todas as partes. Não adianta expandir para áreas sem infraestrutura, porque as pessoas não vão querer morar lá. A gente participa dessas discussões, conversa com o poder público e outros incorporadores para entender as prioridades. É um trabalho conjunto”, afirmou.
Ele destacou ainda que os empreendimentos da São Benedito incluem ações que antecipam demandas estruturais futuras. “Muitas vezes, damos o primeiro passo em obras de esgoto e infraestrutura, que são caras, e depois o poder público dá continuidade. O importante é que o desenvolvimento siga o ritmo certo, com responsabilidade e planejamento.
"Amir concluiu que o sucesso da empresa está ligado ao impacto positivo que seus projetos geram na sociedade. “Antes de tudo, precisamos pensar no impacto social dos nossos produtos. Não adianta construir grandes empreendimentos se as condições ao redor são precárias. É preciso pensar em como o projeto vai afetar a cidade como um todo, desde o trânsito até o bem-estar das pessoas que vivem e circulam na região."